TEMAS DE INTERESSE DA COMUNIDADE GAY - BIOGRAFIA DE GATOS FAMOSOS DO PRESENTE E DO PASSADO - ASTROS TRADICIONAIS E ASTROS PORNÔ-GAY - ATLETAS, MODELOS E ARTISTAS EM GERAL - GAYS FAMOSOS - ARTE HOMOERÓTICA - CINEMA E PROGRAMAS DE TV COM TEMÁTICA GAY - FOTOS SENSUAIS E ERÓTICAS DE LINDOS HOMENS E CASAIS GAYS EM MOMENTOS DE INTIMIDADE, TROCA DE CARÍCIAS E SEXO - VÍDEOS COM TEMÁTICA GAY - HISTÓRIA E CULTURA DO CENÁRIO GAY INTERNACIONAL
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
ALEXANDRE [O GRANDE] E SEUS AMANTES
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| ALEXANDRE |
Alexandre
nasceu em 20 de julho de 356 a.C., era um dos 3 filhos do rei Filipe II e de
Olímpia do Épiro, uma fiel mística e ardente seguidora do deus grego Dioniso, e
faleceu em 10 de junho de 323 a.C., na Babilônia.
Em sua
juventude, teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Aos 20 anos apenas,
tornou-se rei da Macedônia, na sequência do assassinato do seu pai. A sua
carreira é sobejamente conhecida: conquistou um império que ia dos Balcãs à
Índia, incluindo também o Egito e a Báctria (aproximadamente o atual
Afeganistão). Este império era o maior e mais rico que já tinha existido.
Existem
várias razões para esses grandes êxitos militares, um deles é que Alexandre era
um general de extraordinária habilidade e sagacidade, talvez o melhor de todos
os tempos, pois ele nunca perdeu nenhuma batalha e a expansão territorial que
ele proporcionou é uma das maiores da história, a maior expansão territorial em
um período bem curto de tempo. Além disso era um homem de muita coragem pessoal
e de reconhecida sorte.
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| ALEXANDRE |
A sua
personalidade é considerada de formas diferentes segundo a percepção de quem o
examina: por um lado é visto como um homem de visão, extremamente inteligente,
tentando criar uma síntese entre o oriente e ocidente, encorajando inclusive,
para isso, o casamento entre oficiais seus e mulheres persas, além de utilizar
persas ao seu serviço. Ficou conhecido também pelo repEito e dignidade com que
tratava o povo das cidades que conquistava, acolheu bem a família de Dario III
e permitiu às cidades dominadas a manutenção de governantes, religião, língua e
costumes. Era também admirador das ciências e das artes e fundou, entre algumas
dezenas de cidades homônimas, Alexandria, que viria a se tornar o maior centro
cultural, científico e econômico da Antiguidade por mais de trezentos anos, até
ser substituída por Roma.
Por outro
lado, Alexandre era também profundamente instável e muitas vezes agia de forma
sanguinária, como por exemplo quando destruiu as cidades de Tebas e Persepólis
e quando assassinou Parménio, o seu melhor general.
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| BAGOAS |
Seu
casamento com Statira tinha claramente intenções políticas, na verdade era uma
estratégia para conquistar a fidelidade e a simpatia do povo persa, que ele já
havia conquistado militarmente; já seu envolvimento com Roxana tornou-se
célebre, ficando conhecida como uma das grandes histórias de amor de todos os
tempos, mas a verdade não era bem essa.
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| FRANCISCO BOSCH COMO BAGOAS NO FILME "ALEXANDRE" |
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| COLIN FARRELL E FRANCISCO BOSCHCOMO BGAGOAS E ALEXANDRE |
Mas apesar de sua grande paixão pelo eunuco, ainda
não foi Bagoas o verdadeiro grande amor de Alexandre, esse mérito pertence a
Heféstion, seu
amigo de infância e seu principal e mais importante colaborador em suas
conquistas ao longo de seus doze anos de constantes campanhas militares.![]() |
| COLIN FARRELL E JARED LETO
NO FILME ALEXANDRE
COMO ALEXANDRE E HEFÉSTION |
Era muito
comum na antiguidade o envolvimento entre homens, o que não impedia que eles
casassem e constituíssem família, isso era normal na cultura de muitos povos
antigos, em especial os gregos, houve mesmo um período em que a união entre
homens era considerada a única realmente pura, enquanto a ligação com mulheres
era com fins unicamente procriativos.
Heféstion
Amintoros, nascido em 356 a.C. e falecido em 324 a.C., era filho de Amíntor, um
nobre da Macedônia. Foi educado juntamente com Alexandre e teve também como seu
professor o filósofo Aristóteles. Sabe-se que, entre os trabalhos do filósofo,
há um livro perdido de cartas a Heféstion.
Ele foi
vice-comandante do exército de Alexandre, seu grande amigo e
"companheiro" de toda a vida. Acompanhou Alexandre na sua campanha
asiática desde o princípio, combatendo como general na cavalaria de elite.
Quando passaram pela cidade de Tróia (hoje, na Turquia), Alexandre foi honrar a
sagrada tumba do herói Aquiles, levando Heféstion consigo para honrar a de
Pátroclo (no século V a.C. criou-se o mito que esses dois heróis da Ilíada
foram amantes, embora Homero nada tenha deixado explícito).
Como já
foi dito acima, no mundo grego a homossexualidade masculina era vista com total
normalidade e, com esse gesto, Alexandre deixou transparecer perante todo o
Exército a verdadeira natureza da relação que ambos compartilhavam .
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| JARED LETO COMO HEFÉSTION |
Por ser
um dos poucos em quem Alexandre confiava, além de sua autoridade militar,
também recebeu amplos poderes políticos. Antes da invasão da Índia e cruzar o
Hindu Kush, no atual Afeganistão, Alexandre o nomeou ministro, reconhecendo
como segundo homem do seu reino. Quando Alexandre casou-se com a princesa
Estatira da Pérsia, filha do rei Dario, deu a Heféstion por esposa a jovem
princesa Dripetis, de modo que passaram a ser cunhados.
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| COLIN FARRELL COMO ALEXANDRE |
Muitos
dos fatos históricos da antiguidade nunca foram plenamente eclarecidos devido à
falta ou carência de documentação e registros escritos, muitos deles perdidos
ao longo do tempo.
Os
célebres incêndios das bibliotecas de Alexandria, da Babilônia e de Roma consumiram
muitos desses registros, outros foram intencionalmente destruídos no princípio
da era cristã com o intuito de esconder determinadas verdades; e a morte de
Alexandre é um desses fatos dos quais não se tem certeza absoluta de como
realmente aconteceu, mas malária, envenenamento, febre tifóide e encefalite
virótica são algumas das possíveis causas.
Há quem defenda que o que levou o
grande conquistador a morte foi o fato de jamais superar a perda de Heféstion
pouco menos de um ano antes, levando-o ao alcoolismo extremo, outra provável
causa da sua morte. No caso de envenenamento ser a alternativa correta, ainda
paira a dúvida se Alexandre teria sido envenenado por terceiros ou se na verdade
envenenou a si mesmo, cometendo suicídio no desespero da dor insuportável pela
morte de Heféstion.
domingo, 6 de março de 2011
SÃO SÉRGIO E SÃO BACO - OS SANTOS GAYS
Há santos gays?
Para a história oficial da igreja,
a pergunta soa como uma
blasfêmia,
uma vez que a religião condena
a homossexualidade.
Mas há teses de que a igreja
teve, sim, santos que,
no seu passado,
tiveram relações com pessoas
do mesmo sexo.
O caso mais famoso é de
São Sérgio e São Baco,
que foram mártires no início
do século 4.
Eles integravam o exército
do imperador romano
Maximiano (286-305).
Era um casal gay respeitado
pela própria igreja,
segundo o polêmico e
premiado livro
"Cristianismo, Tolerância
Social e Homossexualidade",
publicado em 1980 por
John Boswell (1947-1994),
historiador da Universidade
de Yale (EUA).
Defensores da igreja
acusaram Boswell de forçar
a barra em seus estudos sobre
os arquivos históricos da igreja.
O livro era visto como
panfletário, ou seja,
interessava à militância
homossexual forjar santos gays.
Quem apoiou o historiador dizia
que a igreja adulterou os
arquivos antigos para esconder
registros sobre a
homossexualidade dos dois.
O fato é que
São Sérgio e São Baco
viraram ícones do movimento gay,
inspirando artistas.
Suas imagens servem à defesa
da união civil entre pessoas do
mesmo sexo,
cujas cerimônias são seladas
com a leitura de uma oração
que cita os dos dois santos.
Eles têm até um dia: 7 de outubro.
No começo do século IV,
na região onde atualmente
fica a Síria,
viviam Sérgio de Resapha
e Baco de Barbalistus,
considerados um casal
de amantes.
Nobres romanos,
eles tinham altos cargos no exercito do
imperador César Maximiliano,
quando então se converteram e se
tornaram cristãos.
Entretanto, como o cristianismo era considerado
uma seita perigosa,
eles foram denunciados, presos e torturados
brutalmente para abjurarem a fé cristã
e voltarem aos deuses romanos.
Baco morreu logo, mas Sérgio teve de suportar
intensos sofrimentos ate ser,
finalmente, decapitado.
O fato de formarem um casal, contudo,
não representava um problema.
Segundo Boswell,
não só a Igreja Católica da
época acolhia bem os homossexuais
como também celebrava casamentos entre eles,
o que perdurou até o século XV.
Na oração de bênção utilizada na cerimônia são citados os apóstolos Felipe e Bartolomeu, acrescentando outra evidencia à forte tradição (ou lenda), que existe desde o inicio do cristianismo, segundo o qual eles formavam um casal.
Eis a transcrição da oração:
Para a história oficial da igreja,
a pergunta soa como uma
blasfêmia,
uma vez que a religião condena
a homossexualidade.
Mas há teses de que a igreja
teve, sim, santos que,
no seu passado,
tiveram relações com pessoas
do mesmo sexo.
O caso mais famoso é de
São Sérgio e São Baco,
que foram mártires no início
do século 4.
Eles integravam o exército
do imperador romano
Maximiano (286-305).
Era um casal gay respeitado
pela própria igreja,
segundo o polêmico e
premiado livro
"Cristianismo, Tolerância
Social e Homossexualidade",
publicado em 1980 por
John Boswell (1947-1994),
historiador da Universidade
de Yale (EUA).
Defensores da igreja
acusaram Boswell de forçar
a barra em seus estudos sobre
os arquivos históricos da igreja.
O livro era visto como
panfletário, ou seja,
interessava à militância
homossexual forjar santos gays.
Quem apoiou o historiador dizia
que a igreja adulterou os
arquivos antigos para esconder
registros sobre a
homossexualidade dos dois.
O fato é que
São Sérgio e São Baco
viraram ícones do movimento gay,
inspirando artistas.
Suas imagens servem à defesa
da união civil entre pessoas do
mesmo sexo,
cujas cerimônias são seladas
com a leitura de uma oração
que cita os dos dois santos.
Eles têm até um dia: 7 de outubro.
No começo do século IV,
na região onde atualmente
fica a Síria,
viviam Sérgio de Resapha
e Baco de Barbalistus,
considerados um casal
de amantes.
Nobres romanos,
eles tinham altos cargos no exercito do
imperador César Maximiliano,
quando então se converteram e se
tornaram cristãos.
Entretanto, como o cristianismo era considerado
uma seita perigosa,
eles foram denunciados, presos e torturados
brutalmente para abjurarem a fé cristã
e voltarem aos deuses romanos.
Baco morreu logo, mas Sérgio teve de suportar
intensos sofrimentos ate ser,
finalmente, decapitado.
O fato de formarem um casal, contudo,
não representava um problema.
Segundo Boswell,
não só a Igreja Católica da
época acolhia bem os homossexuais
como também celebrava casamentos entre eles,
o que perdurou até o século XV.
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| Igreja de São Sérgio e São Baco, Istambul |
Eis a transcrição da oração:
“Ó Senhor, nosso Deus e governante, que fizeste a humanidade à Sua imagem e semelhança, e lhe destes o poder da vida eterna que aprovastes quando seus santos e apóstolos Felipe e Bartolomeu se uniram, juntos em par, pela lei da natureza e pela comunhão do Espirito Santo, e que também aprovastes a união dos seus santos, mártires, Sérgio e Baco, benditos também a estes servidores (…), unidos em casal pela natureza e pela fidelidade. Permita, Senhor, que eles amem um ao outro, sem ódio, e possam continuar juntos sem causar escândalo, todos os dias de suas vidas, com ajuda da Santa Mãe de Deus e de todos os seus Santos, porque Tu és o poder e o reino e a gloria, Pai, Filho e Espírito Santo”.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
A HOMOSSEXUALIDADE NA GRÉCIA ANTIGA
Antes de nos aprofundarmos no tema em questão, faz-se necessário definir o que significa homossexualidade. Recorrendo ao dicionário Aurélio da Língua Portuguesa encontramos homossexual como relativo à afinidade, atração e/ou comportamento sexuais entre indivíduos do mesmo sexo. No entanto, a palavra homossexual é originária do século XIX a partir do grego homo (igual) e do latim sexus.
Com isso enfatizamos que na Grécia Antiga tal expressão inexistia.Encontramos a pederastia, que para os gregos era o amor de um homem (geralmente com idade acima de trinta anos) por um adolescente (entre os quatorze e dezesseis anos). A relação sexual entre pessoas adultas do mesmo sexo não era comum e, quando ocorria, era reprovada,
principalmente entre dois homens, pois havia a preocupação com a questão da passividade. Um homem não podia ter complacências passivas com outro homem, muito menos se este fosse um escravo ou de classe inferior.
principalmente entre dois homens, pois havia a preocupação com a questão da passividade. Um homem não podia ter complacências passivas com outro homem, muito menos se este fosse um escravo ou de classe inferior.
A prática da homossexualidade dentro do contexto da pederastia não era excludente. Ou seja, o fato do homem ter sua esposa não era impedimento para que se relacionasse com um adolescente. E nem o fato de se relacionar com o adolescente significava o fim do seu casamento. A pederastia dificilmente alterava a imagem do homem perante a sociedade, pois o amor ao belo, ao sublime e o cultivo da inteligência e da cultura não tinha sexo. Condenável era a busca do sexo pelo sexo.
Além do componente etário, a relação de pederastia incluía a questão do status social, nesse sentido o homem deveria ter ascendência intelectual, cultural e econômica sobre o adolescente. Afinal, ele complementaria a formação do jovem, iniciando-o nas artes do amor, no estudo da filosofia e da moral.Havia toda uma ritualização envolvendo a aproximação do homem que estivesse interessado por um adolescente.
A “corte” era necessária para que a relação tivesse o caráter de bela e moralmente aceita. Os papéis nesse caso eram bem definidos, o homem (erastes) fazia a corte e o adolescente (erômeno) era o cortejado, podendo deixar-se conquistar ou não.
A “corte” era necessária para que a relação tivesse o caráter de bela e moralmente aceita. Os papéis nesse caso eram bem definidos, o homem (erastes) fazia a corte e o adolescente (erômeno) era o cortejado, podendo deixar-se conquistar ou não.O homem, ao cortejar, presenteava, prestava favores, ia ao ginásio ver o adolescente se exercitar (e geralmente se exercitava nu) e praticava com ele os exercícios físicos até a exaustão, uma vez que não possuía o mesmo vigor físico da juventude. O adolescente, por sua vez, deveria ser gentil e ao mesmo tempo por à prova o amor do pretendente. A conquista era incerta, pois caberia ao jovem a palavra final.
Quando deveria acabar a relação de pederastia? Tão logo aparecesse no adolescente os primeiros sinais de virilidade, a primeira barba, que por volta dos 17 ou 18 anos já era evidente. Permanecer nessa relação após o advento da virilidade era reprovável, principalmente para o homem, já que estaria se envolvendo com outro homem.
A relação entre pessoas do mesmo sexo teve lugar também em Esparta, porém com um sentido um pouco diferente da vista em Atenas. Além das relações de pederastia, eram estimuladas as relações entre os componentes do exército espartano e tinha por objetivo torná-lo mais forte. O que levava
os comandantes
do exército
a estimular
esse tipo de
relação era o
fato de
acreditarem que
um amante,
além de
lutar,
jamais
abandonaria outro amante
no campo
de batalha.
O Batalhão
Sagrado de
Tebas,
famoso por
suas vitórias,
era
formado
totalmente
por
pares homossexuais.
A homossexualidade feminina também teve seu lugar na Grécia Antiga. E, embora a mulher não ocupasse lugar de destaque e, por isso, a escassez de registros, é da antigüidade grega que provém o termo lésbica, para indicar a mulher homossexual.
Lesbos é o nome da ilha onde viveu Safo, a famosa poetisa, que não escondia sua preferência sexual pelo mesmo sexo.
E, já que citamos Safo, vale nomear outros nomes conhecidos. Zeus, o deus grego, enamorou-se de tal forma pelo jovem Ganimedes, tal era sua beleza, que o levou para o Olimpo.![]() |
Os filósofos Sócrates e Platão, e o legislador Sólon foram pederastas no sentido aqui explicitado.
Na Grécia Antiga, as relações entre homens, que hoje nomeamos de homossexualismo, eram quase sempre orientadas para finalidades específicas e ultrapassavam a simples busca do prazer sexual.
A pederastia visava a formação do jovem, tanto em Esparta quanto em Atenas. No exército espartano o amor entre soldados fortalecia o exército. Em nenhum dos dois casos estava excluída a relação com uma mulher, no presente ou no futuro. É com o advento do cristianismo que essas relações passam a ser vistas como pecaminosas.
A pederastia visava a formação do jovem, tanto em Esparta quanto em Atenas. No exército espartano o amor entre soldados fortalecia o exército. Em nenhum dos dois casos estava excluída a relação com uma mulher, no presente ou no futuro. É com o advento do cristianismo que essas relações passam a ser vistas como pecaminosas.sexta-feira, 2 de abril de 2010
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
HOMOEROTISMO VI - APOLO, O DEUS DO SOL DA MITOLOGIA GREGA, E JACINTO, SEU JOVEM AMANTE MORTAL
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EMBORA NA ÉPOCA NÃO FOSSEM CONSIDERADAS COMO HOMOERÓTICAS, SEM DÚVIDA A ANTIGUIDADE NOS DEIXOU BELAS E VALIOSAS OBRAS, MUITAS DELAS CHEIAS DE SEDUÇÃO E APELO SEXUAL. ERA MUITO COMUM QUE AS ESCULTURAS REPRESENTASSEM, DEUSES, HERÓIS E OUTROS PERSONAGENS MITOLÓGICOS NUS OU SEMINÚS,
AS MULHERES SIM É QUE ERAM EXTREMAMENTE DISCRIMINADAS E TIDAS COMO FRACAS E IMPURAS... NÃO SE VIAM HOMENS VIVENDO MARITALMENTE, COMO SE FOSSEM DE FATO UM CASAL, OS JOVENS AMANTES ERAM ÁS VEZES AGREGADOS DA FAMÍLIA, QUE ERA
CONSIDERADA SAGRADA, ATÉ POR CAUSA DA QUESTÃO DA PROCRIAÇÃO, MAS EM DETERMINADA ÉPOCA, CHEGOU-SE MESMO A JULGAR QUE SOMENTE O AMOR ENTRE DOIS HOMENS ERA REALMENTE PURO. PODE PARECER UMA SOCIEDADE PROMÍSCUA, MAS NA VERDADE NÃO O ERA, A PROMISCUIDADE ERA UMA CARACTERÍSTICA ROMANA, JÁ NA PERÍODO DE DECADÊNCIA DO GRANDE IMPÉRIO. OS
GREGOS TINHAM SUAS FAMÍLIAS, SUAS ESPOSAS PARA PROCRIAR, E SEUS JOVENS AMANTES, NADA ALÉM DISSO. A
ESSES DEUSES ENVOLVIAM-SE SEMPRE COM MULHERES, SENDO O AMANTE MASCULINO EM GERAL TENDO SIDO UM SÓ, OU SEJA, AQUELE AMOR PURO
SE DEDICOU E ENTREGOU, ERA UM JOVEM MORTAL DE NOME JACINTO. OS DOIS ERAM INSEPARÁVEIS. JACINTO
MUITAS VEZES É RETRATADO COMO MUITO JOVEM REALMENTE, AINDA IMPÚBERE, SEGUNDO ALGUNS AUTORES E HISTORIADORES, QUASE INFANTIL (OUTRA CONFIRMAÇÃO DOS COSTUMES DA SOCIEDADE: O HOMEM MAIS VELHO E SEU JOVEM PROTEGIDO E AMANTE). MAS A BELEZA DE JACINTO TAMBÉM FOI SUA DESGRAÇA, NÃO DESPERTOU SOMENTE A PAIXÃO DE APOLO, TAMBÉM ZÉFIRO, O VENTO SUL (OU SERÁ O VENTO NORTE?, SEMPRE CONFUNDO OS NOMES DOS VENTOS. TALVEZ SEJA O VENTO LESTE), CAIU DE AMORES POR ELE. EM VÃO, TODAVIA, POIS JACINTO E APOLO SÓ TINHAM OLHOS UM PARA O OUTRO.
CERTO DIA, QUANDO JACINTO E APOLO BRINCAVAM NO
CAMPO DE LANÇAR O DISCO, ZÉFIRO, FERIDO DE CIÚMES E SENTINDO-SE DESPREZADO POR JACINTO, SOPROU COM TODA FORÇA E DESVIOU O DISCO ARREMESSADO POR APOLO QUE ACABOU ATINGINDO JACINTO NA FRONTE. SEGUNDO ALGUMAS VERSÕES, ELE CAIU MORTO DE IMEDIATO, JÁ DE ACORDO COM OUTROS NARRADORES, AINDA EXALOU SEU ÚLTIMO SUSPIRO NOS BRAÇOS DE APOLO. INCONSOLÁVEL COM A MORTE DE SEU COMPANHEIRO, NÃO SÓ PELA DOR DA PERDA, MAS TAMBÉM POR SABER QUE SUA MORTE FÔRA CAUSADA PELO DISCO QUE ELE MESMO LANÇARA, DIZEM TAMBÉM ALGUMAS VERSÕES, QUE APÓS ESSSE EVENTO APOLO PASSOU UM BOM TEMPO ISOLADO DA CONVIVÊNCIA
NÃO SÓ COM OS MORTAIS, COMO ATÉ MESMO COM OUTROS DEUSES, RECOLHENDO-SE À CLAUSURA ATÉ QUE SUA DOR
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