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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ALEXANDRE [O GRANDE] E SEUS AMANTES



ALEXANDRE
Embora seu verdadeiro título fosse Alexandre III da Macedônia, ele se tornou mais conhecido pelo apelido Alexandre o Grande, as vezes também chamado Alexandre o Magno, entrando para a História como o maior conquistador de todos os tempos.
Alexandre nasceu em 20 de julho de 356 a.C., era um dos 3 filhos do rei Filipe II e de Olímpia do Épiro, uma fiel mística e ardente seguidora do deus grego Dioniso, e faleceu em 10 de junho de 323 a.C., na Babilônia.
Em sua juventude, teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Aos 20 anos apenas, tornou-se rei da Macedônia, na sequência do assassinato do seu pai. A sua carreira é sobejamente conhecida: conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo também o Egito e a Báctria (aproximadamente o atual Afeganistão). Este império era o maior e mais rico que já tinha existido.
Existem várias razões para esses grandes êxitos militares, um deles é que Alexandre era um general de extraordinária habilidade e sagacidade, talvez o melhor de todos os tempos, pois ele nunca perdeu nenhuma batalha e a expansão territorial que ele proporcionou é uma das maiores da história, a maior expansão territorial em um período bem curto de tempo. Além disso era um homem de muita coragem pessoal e de reconhecida sorte.
ALEXANDRE
Ele herdou um reino que fora organizado com punho de ferro pelo pai, que tivera de lutar contra uma nobreza turbulenta que frequentemente reclamava por mais privilégios, as ligas lideradas por Atenas, e Tebas (a batalha de Queroneia representa o fim da democracia ateniense e por arrastamento das outras cidades gregas e de uma certa concepção de liberdade), revolucionando a arte da guerra.
A sua personalidade é considerada de formas diferentes segundo a percepção de quem o examina: por um lado é visto como um homem de visão, extremamente inteligente, tentando criar uma síntese entre o oriente e ocidente, encorajando inclusive, para isso, o casamento entre oficiais seus e mulheres persas, além de utilizar persas ao seu serviço. Ficou conhecido também pelo repEito e dignidade com que tratava o povo das cidades que conquistava, acolheu bem a família de Dario III e permitiu às cidades dominadas a manutenção de governantes, religião, língua e costumes. Era também admirador das ciências e das artes e fundou, entre algumas dezenas de cidades homônimas, Alexandria, que viria a se tornar o maior centro cultural, científico e econômico da Antiguidade por mais de trezentos anos, até ser substituída por Roma.
Por outro lado, Alexandre era também profundamente instável e muitas vezes agia de forma sanguinária, como por exemplo quando destruiu as cidades de Tebas e Persepólis e quando assassinou Parménio, o seu melhor general.
BAGOAS
São muitos os feitos históricos desse personagem, vilão para alguns e para outros um grande herói, e seria por demais longo descrever a todos. Teve pelo menos duas esposas, Roxana, filha de um nobre pouco importante, e a princesa persa Statira II, filha de Dario III da Pérsia. O filho que teve de Roxana, Alexandre IV da Macedônia, morreu antes de chegar à idade adulta.
Seu casamento com Statira tinha claramente intenções políticas, na verdade era uma estratégia para conquistar a fidelidade e a simpatia do povo persa, que ele já havia conquistado militarmente; já seu envolvimento com Roxana tornou-se célebre, ficando conhecida como uma das grandes histórias de amor de todos os tempos, mas a verdade não era bem essa.
FRANCISCO BOSCH COMO 
BAGOAS NO FILME "ALEXANDRE"
É muito conhecida a paixão que Alexandre nutriu pelo eunuco Bagoas [Bagoi no idioma persa antigo], que foi um de seus cortesãos e amantes favoritos. Destinado desde menino a ser eunuco, Bagoas foi castrado, escravizado e feminilizado pelos exércitos do rei persa Dario III, e, apesar de casado com a filha de Dario, na verdade era Bagoas a quem Alexandre mais comumente "procurava" e normalmente dividia seu leito. 
COLIN FARRELL E FRANCISCO BOSCHCOMO 
BGAGOAS E ALEXANDRE

Foi na verdade por causa de Bagoas a atitude de Alexandre em relação ao persas e sua decisão política de tentar integrar completamente os povos conquistados ao seu império ao invés de simplesmente massacrá-los e dominá-los, levando-o inclusive, para esse fim, ao casamento com a princesa Statira.
Mas apesar de sua grande paixão pelo eunuco, ainda não foi Bagoas o verdadeiro grande amor de Alexandre, esse mérito pertence a Heféstion, seu amigo de infância e seu principal e mais importante colaborador em suas conquistas ao longo de seus doze anos de constantes campanhas militares.
COLIN FARRELL E JARED LETO
NO FILME ALEXANDRE
COMO ALEXANDRE E HEFÉSTION
O historiador Arriano de Nicomédia, uma das mais respeitadas fontes sobre Alexandre, escreveu que Heféstion foi a pessoa a quem Alexandre mais amou em toda sua vida.
Era muito comum na antiguidade o envolvimento entre homens, o que não impedia que eles casassem e constituíssem família, isso era normal na cultura de muitos povos antigos, em especial os gregos, houve mesmo um período em que a união entre homens era considerada a única realmente pura, enquanto a ligação com mulheres era com fins unicamente procriativos.
Heféstion Amintoros, nascido em 356 a.C. e falecido em 324 a.C., era filho de Amíntor, um nobre da Macedônia. Foi educado juntamente com Alexandre e teve também como seu professor o filósofo Aristóteles. Sabe-se que, entre os trabalhos do filósofo, há um livro perdido de cartas a Heféstion.
Ele foi vice-comandante do exército de Alexandre, seu grande amigo e "companheiro" de toda a vida. Acompanhou Alexandre na sua campanha asiática desde o princípio, combatendo como general na cavalaria de elite. Quando passaram pela cidade de Tróia (hoje, na Turquia), Alexandre foi honrar a sagrada tumba do herói Aquiles, levando Heféstion consigo para honrar a de Pátroclo (no século V a.C. criou-se o mito que esses dois heróis da Ilíada foram amantes, embora Homero nada tenha deixado explícito).
Como já foi dito acima, no mundo grego a homossexualidade masculina era vista com total normalidade e, com esse gesto, Alexandre deixou transparecer perante todo o Exército a verdadeira natureza da relação que ambos compartilhavam .
JARED LETO COMO HEFÉSTION
Após a batalha de Gaugamela (norte da Mesopotâmia), os dois foram inspecionar a tenda da família real. Um dos episódios mais conhecidos sobre Heféstion foi quando ambos conheceram Estatira e Sisigambis, respectivamente filha e mulher do rei Dario. Segundo o historiador Cúrcio Rufo, a rainha mãe olhou para os dois homens mas prostrou-se perante Heféstion, que era mais alto e bonito e, segundo a lógica persa, quem mais chamava a atenção era o rei. Ao ser alertada pelo seu engano, ia prostrar-se novamente perante a Alexandre, mas este a levantou e a corrigiu dizendo: "Não te preocupes rainha mãe, não cometeste erro nenhum. Ele também é Alexandre".
Por ser um dos poucos em quem Alexandre confiava, além de sua autoridade militar, também recebeu amplos poderes políticos. Antes da invasão da Índia e cruzar o Hindu Kush, no atual Afeganistão, Alexandre o nomeou ministro, reconhecendo como segundo homem do seu reino. Quando Alexandre casou-se com a princesa Estatira da Pérsia, filha do rei Dario, deu a Heféstion por esposa a jovem princesa Dripetis, de modo que passaram a ser cunhados.
COLIN FARRELL COMO ALEXANDRE
No outono de 324 a.C., no retorno após terem conquistado o Vale do Indo, quando o exército macedônio se estabelecia em Ecbátana para passar o inverno, Heféstion caiu doente e não se adaptou à dieta rígida. Desconsiderou as prescrições médicas, comeu frango assado, bebeu vinho arrefecido e morreu. Os sintomas apontaram febre tifoide, mas suspeitou-se de envenenamento. Independente da causa de sua morte, os historiadores dizem que Alexandre ficou louco de dor, cortando os próprios cabelos e as crinas dos cavalos do exército, mandou crucificar Glaucias, o médico que havia atendido Heféstion. Até os toques de flautas ficaram proibidos no acampamento. Após massacrar a revoltosa tribo dos Cosseanos, numa contenda intitulada Sacrifício Fúnebre de Heféstion, Alexandre celebrou fabulosos jogos funerais em sua homenagem e determinou que se deveria adorar Heféstion como um herói divino. Guardou um luto rígido durante meses e, pouco tempo depois, ainda estava construindo um esplêndido monumento funerário em honra ao amigo, quando o próprio Alexandre, então na babilônia, veio a falecer.
Muitos dos fatos históricos da antiguidade nunca foram plenamente eclarecidos devido à falta ou carência de documentação e registros escritos, muitos deles perdidos ao longo do tempo.
Os célebres incêndios das bibliotecas de Alexandria, da Babilônia e de Roma consumiram muitos desses registros, outros foram intencionalmente destruídos no princípio da era cristã com o intuito de esconder determinadas verdades; e a morte de Alexandre é um desses fatos dos quais não se tem certeza absoluta de como realmente aconteceu, mas malária, envenenamento, febre tifóide e encefalite virótica são algumas das possíveis causas.
Há quem defenda que o que levou o grande conquistador a morte foi o fato de jamais superar a perda de Heféstion pouco menos de um ano antes, levando-o ao alcoolismo extremo, outra provável causa da sua morte. No caso de envenenamento ser a alternativa correta, ainda paira a dúvida se Alexandre teria sido envenenado por terceiros ou se na verdade envenenou a si mesmo, cometendo suicídio no desespero da dor insuportável pela morte de Heféstion.

terça-feira, 19 de abril de 2011

SÃO SEBASTIÃO - POPULARMENTE ACLAMADO COMO O SANTO PADROEIRO DOS GAYS

Embora existam imprecisões na historia do santo mártir, sabe-se que, em 286 EC, ele era capitão da guarda pessoal e homem de confiança do imperador romano Diocleciano, mesmo sendo cristão convicto e confesso (alguns, por isso e outros motivos, acreditam que eles eram amantes, mas essa afirmação esrtá mais baseada em conclusões do que realmente em fatos históricos, carece portanto de precisão).

Denunciado por manter conduta branda com prisioneiros cristãos, foi condenado à morte com flechadas, com a intenção de prolongar ao máximo seu sofrimento. Diz a tradição que foi socorrido e curado por Santa Irene.

Assim que se recuperou, se apresentou diante do imperador para censurá-lo por sua crueldade com os cristãos. Diocleciano mandou que seus guardas o espancassem a a morte, o que ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.

Os simbolismos da historia do santo – um homem perseguido, martirizado e condenado à morte por assumir a sua condição (de cristão) – acabaram por influenciar vários celebres artistas homossexuais ao longo dos dois últimos séculos, que se apropriaram
tanto da historia quanto da imagem de São Sebastião (basta observar-se as iconografias andróginas feitas por artistas renascentistas) para criar uma auto-imagem, uma referencia gay universal. Entre eles, Oscar Wilde, Federico Garcia Lorca, Rainer Maria Rilke, Thomas Mann, Yukio Mishima e Jean Cocteau.
Nas ultimas décadas, com a organização e crescimento de movimentos GLBT, São Sebastião acabou sendo adotado por homossexuais do mundo inteiro, e hoje até a cultura popular o reconhece como “santo padroeiro dos gays”.

domingo, 3 de abril de 2011

Dois de Paus

O espetáculo 
Dois 
de Paus, 
depois 
de uma 
temporada 
em 
Belo 
Horizonte 
[MG], 
estreou 
no dia 
1º de abril 
na Casa 
de Cultura 
Mário 
Quintana, 
em 
Porto 
Alegre.


A peça
é do premiado dramaturgo
Arthur Tadeu Curado,
e com tom
de comédia romântica,
traz uma narrativa não linear,
focalizando o relacionamento
entre dois homens:
Júlio, publicitário,
e Alex, fisioterapeuta.

Os dois decidem 
morar juntos 
e passam a enfrentar 
os problemas do cotidiano, 
como qualquer casal. 

Ao longo do espetáculo, 
são mostrados os melhores 
- e também os piores - 
momentos dessa relação.

A peça busca 
desmistificar conceitos 
e preconceitos sobre a homossexualidade, 
discutindo os conflitos 
que acontecem 
em qualquer romance, 
não apenas nos amores gays.

"Este trabalho é uma ferramenta 
de troca de ideias, 
diversão e informação. 

Para mim, 
os relacionamentos independem 
de conceitos e regras, 
mas necessitam de afinidades 
e sonhos compartilhados", 
diz Paulo Guerra, 
diretor do espetáculo.

Guerra comenta que enfrentou 
dificuldades para selecionar os 
atores que protagonizam a peça. 
"Muitos não quiseram fazer por 
causa do tema, 
outros não tinham perfil, 
mas tive a sorte de selecionar 
Dionatan Rosa e Guilherme Ferrêra. 
Eles fogem das caricaturas, 
estereótipos e são ótimos 
atores", diz ele. 
Casamento gay, adoção de crianças, a maior liberdade de expressão e demonstração pública de afeto são alguns dos temas abordados na peça.

sábado, 12 de março de 2011

SÃO BACO E SÃO SÉRGIO 2 - Os santos gays

MAIS ALGUNS DETALHES SOBRE A HISTÓRIA DOS MÁRTIRES GAYS QUE A IGREJA CATÓLICA CANONIZOU COMO SANTOS

7 de Outubro - Dia de S. Sergio e S. Baco.
Mártires e Patronos das Uniões Homossexuais.
No começo do século 4 dC, Sergio de Resapha e Baco de Barbalissus - considerados erastai (casal de amantes) - viviam em Coele, Síria. Eram dois importantes nobres romanos que desempenhavam altos cargos no exército do imperador Cesar Maximiano. Sergio de Resapha como primicerius, uma espécie de comandante em chefe da tropa de elite e Bacco de Barbalissus como secundarius, seu auxiliar direto. O grupo que comandavam, composto de bárbaros, era chamado de Schola Gentilium (Escola dos Pagãos).

Acolhimento e tolerância
A homossexualidade de Sergio e Baco não representava nenhum problema. A Igreja católica da época não só recebia bem os gays como os unia em matrimônio. Este acolhimento da igreja foi descrito pelo historiador da Universidade de Yale John
Boswell, autor de inúmeros títulos sobre o assunto, que publicou suas pesquisas sobre os santos no livro "Cristianismo, tolerancia social e homosexualidade" (Ed. Munchnik).

Duplo Martírio
Convertidos ao cristianismo, Sergio e Baco foram denunciados pela recusa de participação nos ritos pagãos. Era tamanho o respeito e estima que Maximiano tinha pelo casal que não acreditou nos informantes. Para testar sua lealdade ordenou que oferecessem sacrifício no templo de Zeus e Júpiter e, quando Sergio e Baco assumiram oficialmente sua fé cristã, a punição foi terrível.

Foram torturados tão severamente com chicotadas que Bacco morreu logo. Sergio sobrevivente da etapa inicial de atrocidades, teve de suportar intensos sofrimentos: correu quilômetros com os sapatos forrados com pregos afiados que lhe atravessavam os pés e, finalmente, foi decapitado. Ambos foram enterrados nos arredores da cidade de Resapah. Anos mais tarde, após a canonização, o Imperador Justiniano construiu em honra de Sergio igrejas em Constantinopla e
Acre. A primeira foi transformada em mesquita e tem em seu interior raros exemplares da arte bizantina.

Em Roma
Construída no século VII, existe em Roma uma igreja consagrada a Sergio e Baco. Os dois santos são representados pela arte cristã como soldados com roupas do exército e empunhando palmas de flores.

Os primeiros martiriológios do cristianismo registram as atrocidades e Teodoreto, respeitado historiador da época, confirma a veneração.
Na Igreja ortodoxa
Aos pés do Monte Sinai (1570 m.) onde, conta a tradição, Moisés recebeu as Tábuas da Lei, encontra-se o Mosteiro Ortodoxo de
Santa Catarina, mandado construir pela Imperatriz Helena de Bizâncio e hoje dirigido por monjes ortodoxos.

A origem do mosteiro remonta ao século IV dC, quando anacoretas perseguidos pelas tribos bárbaras buscavam refúgio nas terras do Sinai. Ali são encontrados ícones de São Sergio e São Baco representados lado a lado, segurando, juntos, uma cruz. São venerados na liturgia bizantina em 7 de outubro. Em fevereiro de 2000, o Papa João Paulo II visitou o local.

Ícones
Os ícones são sinônimo de Arte Sacra Bizantina e estão em todas as Igrejas Ortodoxas espalhadas pelo mundo. A palavra ícone vem do grego EIKÓN e significa imagem. No Oriente Cristão - que não cultua estátuas - é uma imagem pintada sobre madeira, com uma técnica especial.

O Império Romano do Oriente, também chamado Império Bizantino, era formado pela Península balcânica, Ásia Menor, Síria, Egito e Cirenaica, com 20 povos de línguas e raízes diversas. Bizâncio, fundada pelos gregos, tornou-se uma nova Roma e
teve um importantíssimo papel histórico.

Os cidadãos que ali adotavam o cristianismo foram perseguidos por ordem de Diocleciano (284 a 305). O império romano do ocidente sucumbiu aos bárbaros no séc. VI, mas a parte oriental sobreviveu até o séc. XV.

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domingo, 6 de março de 2011

SÃO SÉRGIO E SÃO BACO - OS SANTOS GAYS

Há santos gays? 
Para a história oficial da igreja, 
a pergunta soa como uma 
blasfêmia, 
uma vez que a religião condena 
a homossexualidade. 
Mas há teses de que a igreja 
teve, sim, santos que, 
no seu passado, 
tiveram relações com pessoas 
do mesmo sexo. 
O caso mais famoso é de 
São Sérgio e São Baco, 
que foram mártires no início 
do século 4.
Eles integravam o exército 
do imperador romano 
Maximiano (286-305). 
Era um casal gay respeitado 
pela própria igreja, 
segundo o polêmico e 
premiado livro 
"Cristianismo, Tolerância 
Social e Homossexualidade", 
publicado em 1980 por 
John Boswell (1947-1994), 
historiador da Universidade 
de Yale (EUA).
Defensores da igreja 
acusaram Boswell de forçar 
a barra em seus estudos sobre 
os arquivos históricos da igreja. 
O livro era visto como 
panfletário, ou seja, 
interessava à militância 
homossexual forjar santos gays. 
Quem apoiou o historiador dizia 
que a igreja adulterou os 
arquivos antigos para esconder 
registros sobre a 
homossexualidade dos dois.
O fato é que 
São Sérgio e São Baco 
viraram ícones do movimento gay, 
inspirando artistas. 
Suas imagens servem à defesa 
da união civil entre pessoas do 
mesmo sexo, 
cujas cerimônias são seladas 
com a leitura de uma oração 
que cita os dos dois santos. 
Eles têm até um dia: 7 de outubro.


No começo do século IV, 
na região onde atualmente 
fica a Síria, 
viviam Sérgio de Resapha 
e Baco de Barbalistus, 
considerados um casal 
de amantes. 
Nobres romanos, 
eles tinham altos cargos no exercito do 
imperador César Maximiliano, 
quando então se converteram e se 
tornaram cristãos. 
Entretanto, como o cristianismo era considerado 
uma seita perigosa, 
eles foram denunciados, presos e torturados 
brutalmente para abjurarem a fé cristã 
e voltarem aos deuses romanos. 
Baco morreu logo, mas Sérgio teve de suportar 
intensos sofrimentos ate ser, 
finalmente, decapitado.


O fato de formarem um casal, contudo, 
não representava um problema. 
Segundo Boswell, 
não só a Igreja Católica da 
época acolhia bem os homossexuais 
como também celebrava casamentos entre eles, 
o que perdurou até o século XV.

Igreja de São Sérgio e São Baco, Istambul
Na oração de bênção utilizada na cerimônia são citados os apóstolos Felipe e Bartolomeu, acrescentando outra evidencia à forte tradição (ou lenda), que existe desde o inicio do cristianismo, segundo o qual eles formavam um casal.
Eis a transcrição da oração:

“Ó Senhor, nosso Deus e governante, que fizeste a humanidade à Sua imagem e semelhança, e lhe destes o poder da vida eterna que aprovastes quando seus santos e apóstolos Felipe e Bartolomeu se uniram, juntos em par, pela lei da natureza e pela comunhão do Espirito Santo, e que também aprovastes a união dos seus santos, mártires, Sérgio e Baco, benditos também a estes servidores (…), unidos em casal pela natureza e pela fidelidade. Permita, Senhor, que eles amem um ao outro, sem ódio, e possam continuar juntos sem causar escândalo, todos os dias de suas vidas, com ajuda da Santa Mãe de Deus e de todos os seus Santos, porque Tu és o poder e o reino e a gloria, Pai, Filho e Espírito Santo”.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A HISTÓRIA DA HOMOSSEXUALIDADE

ESTE VÍDEO ESTÁ SIMPLESMENTE ESPETACULAR, UM GRANDE APANHADO HISTÓRICO QEU VEM DESDE OS TEMPOS DOS HOMENS DAS CAVERNAS ATÉ OS DIAS ATUAIS, RELATANDO FATOS CONCRETOS DA HOMOSSEXUALIDADE ATRAVÉS DOS TEMPOS, SUA DIFERENTE ACEITAÇÃO EM CADA PERÍODO DA HISTÓRIA, OS ABSURDOS COMETIDOS EM NOME DA IGREJA, E AS MAIS RECENTES CONQUISTAS. SIMPLESMENTE IMPERDÍVEL, TODOS TEM QUE ASSISTIR, ATÉ QUEM NÃO É GAY, PARA COMPREENDER O ABSURDO DOS PRECONCEITOS. TENHAM PACIÊNCIA E ESPEREM CARREGAR, VALE MUITO A PENA.

terça-feira, 24 de março de 2009

GATOS DO PASSADO: JOE DALESANDRO - parte 2: RESUMO DA CARREIRA

CLIQUE NAS IMAGENS PARA VER NO TAMANHO NATURAL



Joe
Dallesandro
nasceu
em
1948
e
se
criou
em
um
lar
problemático
em
Nova
York.
Aos
18
anos
trabalhou
como
modelo
de
revistas
de
fisioculturismo
masculino
como
Physique
Pictorial
e
Athletic
Model
Guild,
que
eram
na
época
a
versão
(mal)
disfarçada
de
revistas
de
nus
masculinos
para
homens.
Um
dia
em
1967
andava
pelo
Greenwich
Village
quando
parou
para
ver
uma
filmagem
através
de
uma
porta
semi-
-aberta
e
foi
convidado
a
participar
da
cena:
uma
luta
com
outro
homem
de
cueca.
Os
cineastas
eram
Andy
Warhol
e
Paul
Morrisey
em
sua
Factory.
Nascia
assim
uma
parceria
que
se
estabeleceria
por
muitos
filmes
e
um
novo
mito
do
cinema
underground.
O
“Little
Joe”
cantado
por
Lou
Reed
em
“Walk
On
The
Wild
Side”
se
transformaria
no
primeiro
símbolo
sexual
masculino
verdadeiro,
cujo
corpo
era
explorado
sem
rodeios
e
advindo
do
legítimo
underground.
Sua
estréia
foi
no
filme
The
Loves
of
Ondine,
de
1967,
mas
Joe
começou
mesmo
a
criar
polêmica
no
ano
seguinte,
no
filme
Lonesome
Cowboys,
1968,
que
conta
a
história
de
um
grupo
de
caubóis
gays
que
chega
a
uma
cidade
com
apenas
uma
mulher.
O
filme
foi
perseguido
pela
polícia
e
proibido
em
várias
cidades,
sobretudo
pelas
cenas
de
estupro
e
nudez
frontal
de
Joe.
Ainda
em
68
sai
seu
terceiro
filme,
Flesh,
que
transformou
Joe
em
uma
estrela.
Ele
faz
o
papel
de
Joe,
um
homem
casado
que
se
prostitui
para
pagar
o
aborto
da
namorada
de
sua
mulher.
Apesar
do
baixo
orçamento,
este
e
alguns
outros
de
seus
filmes
mais
famosos
tiveram
orçamento
inferior
a
US$ 2.000,
este
filme
o
consagrou
e
firmou
sua
carreira,
sendo
até
hoje
considerado
um
dos
melhores
de
sua
filmografia.
O
filme
seguinte,
Trash,
de
1970,
uma
tragicomédia
que
conta
a
história
de
Holly
e
seu
namorado,
Joe,
um
junkie
impotente,
também
é um
dos
mais
comentados
e
está
entre
os
preferidos
pela
crítica.
Em
Heat,
de
1972,
Joe
aparece
de
cabelos
longos
e
interpreta
um
michê
de
Hollywwod.
Em
1974
ele
participa
de
uma
das
inúmeras
versões
de
Frankstein
criadas
para
o
cinema
e
depois
disso
muda-se
para
a
Europa
onde
permaneceu
por
sete
anos
e
estrelou
18
filmes.
Entre
eles
está
um
que
ele
mesmo
classifica
como
um
de
seus
favoritos,
Paixão
Selvagem
(título
original
em
francês:
Je
T'Aime
Moi
Non
Plus),
de
1975,
onde
ele
interpreta
um
caminhoneiro
bissexual
que
se
apaixona
por
Jane
Birkin
porque
de
costas
ela
se
parece
com
um
rapaz.
Seus
personagens
em
geral,
eram
sempre
homens
de
poucas
palavras
e
beleza
estonteante,
que
enlouquecia
homens
e
mulheres.
Segundo
o
diretor
John
Waters,
Joe
“mudou
para
sempre
a
sexualidade
masculina
no
cinema”.
A
medida
que
foi
envelhecendo,
contudo,
a
idade
chega
para
todos
afinal,
a
imagem
de
símbolo
sexual
e
de
“homem
fatal”
foi
aos
poucos
se
diluindo.
No
final
dos
anos
80
e
durante
a
década
de
90,
Joe
Dalesandro
era
apenas
mais
um
ator
sem
muita
repercussão
na
mídia,
mas
ainda
participou
de
alguns
bons
filmes
como
coadjuvante
ou
em
pequenas
participações
e
papéis
secundários,
contracenando
com
artistas
famosos
como
Bruce
Willis
(Sunset,
em
1988),
Johnny
Depp
(Cry-Baby,
em
1990)
e
Drew
Barrymore
(Guncrazy,
de
1992).